terça-feira, 27 de novembro de 2012
3# Mário Quintana
Nascido em Porta Alegre, 1906. Quintana foi poeta, tradutor e jornalista. Considerado o "poeta das coisas simples", e seus trabalhos foram marcado pela irônia. Traduziu diversas obras da literatura universal. O nome de seu primeiro livro "A rua dos cataventos", e escreveu também "Antologia Poética", com sessenta poemas.
Era um homem solitário, viveu grande parte da vida em hotéis. Não casou e nem teve filhos. Pela demissão em massa no jornal que trabalhava, teve problemas financeiros e contou com ajuda de amigos para se manter. Tentou por três vezes uma cadeira na Acadêmia Brasileira de Letras. Falesceu em 1994.
Escolhi Quintana por seus poemas terem contribuído para reflexões da minha vida, me ajudou em momentos de dificuldade.
O poema do autor escolhido foi:
"Os Retratos"
Os antigos retratos de parede
Não conseguem ficar longo tempos abstratos.
Às vezes os seus olhos te fixam, obstinados
Porque eles nunca se desumanizam de todo
Jamais te voltes para trás de repente.
Não, não olhes agora!
O remédio é cantares cantigas loucas e sem fim
Sem fim e sem sentido
Dessas que a gente inventava
enganar a solidão dos caminhos sem lua.
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