sábado, 16 de fevereiro de 2013

6# O Processo Criativo e Estilo

Trago aqui minha pesquisa que traça uma pequena definição e reflexão sobre o que é o "processo criativo" e como ele pode influenciar na identidade do artista.

Achei importante a busca de informações na Psicologia, que trata como funciona os processos mentais do homem, para traçar uma raciocínio mais definido sobre o tema. Aline Groff Vivian e Jorge Trindade, autores do artigo "Psicologia e arte: um paradigma estético dos processos de criação", que é resultado de seu trabalho de pesquisa sobre como é o processo de criação artístico, embasados em outros autores citados em sua bibliografia, relatam que "o processo criador é um processo duplo de elucidação interior e, também, um processo epidérmico, na medida em que implica uma alegria quase infantil de invenção, como quando as crianças vão a um bosque e se deparam com amoras e framboesas que as fascinam. Assim, aquilo que as pessoas costumam designar por inspiração coincide com uma deliciosa excitação psicológica ou psíquica". Eles também relatam que "o homem é dotado de um ‘instinto de autor’. É o desejo de fazer ser origem de algo. Fazer é ser sujeito – autor – de um processo de criação.” Leia o artigo completo aqui.

No  livro "Iniciação à Estética" do autor Ariano Suassuna, encontrei um capítulo que relata, de uma forma mais indireta, de como o processo criativo pode influenciar no estilo, na obra final. A arte feita mais livre, em base ao próprio interesse do artista, como citado no trecho "A arte é gratuita, ou desinteressada, como tal; isto é, na criação da obra a virtude da arte somente procura uma coisa, o bem da obra por fazer". Por outro lado Suassuna cita outra ideia de como é a concepção da arte "A Arte está sempre a serviço de uma Idéia, de uma causa, ela é sempre participante, com uma função definida, engajada, alistada a serviço de alguma coisa." Estes dois aspectos leva a crer que exista 2 tipos de processos de criação um livre e um direcionado.

A arte livre, gratuíta

O processo livre está a cargo da experiência de vida do artista, vem do que está dentro dele, ele faz o que ele quer.

Eis alguns depoimentos de artistas sobre seus processos criativos:

“Já existe muita coisa presa em minha cabeça. Para as liberar, eu só preciso de uma folha em branco, um lápis e ouvir uma boa música.” (Fernando Chamarelli em entrevista à revista Zupi)

“O processo de criação do disco ‘To record only water ten days’ levou 2 anos para eu realmente me purificar espiritualmente e fisicamente, para que eu possa dar uma pura representação daquelas cenas e coisas que acontece na quarta dimensão.” (John Frusciante em entrevista à MTV Argentina)

A arte direcionada, a serviço de algo

A arte com o objetivo de algo tem um processo criativo mais regrado. Na publicidade o criador recebe o objetivo do "cliente", analiza, pesquisa sobre o assunto, após um processo exaustivo de pesquisa quando há um pequeno descanso mental surgem as ideias, é rascunhado algumas soluções que são debatidas em equipe e na etapa final, produção de toda a ideia.

“o cliente me deixa bem livre, apenas diz o que quer e eu faço do meu jeito através do meu estilo.” (Fernando Chamarelli em entrevista à revista Zupi)

Cartaz do Construtivismo Russo, objetivos bélicos e patriotas.

O processo criativo influência no estilo do artista, como citado por Ariano Suassuna “A alma da arte está essencialmente no campo da forma” , a técnica é a carne e a forma é a alma da obra de arte, a forma é a identidade do artista, é o que faz você ver uma obra e identificar logo quem a produziu, simplesmente por todo o aspecto dela. “É a forma que faz com que distingamos aquela marca pessoal que diferencia de todos.” (Iniciação à Estética, ed. cit. p. 266) Quanto mais você deixa algo influenciar na sua produção, menos livremente você pode dar de si a uma peça, parte de sua alma.


5# Izanagi e Izanami


O mito revela todas as crenças que um povo compartilha, suas justificativas sobre todas as coisas do mundo, refletindo em seu comportamento e história. Abaixo segue um trecho de mito japonês que fala sobre a vida e morte, e a criação de alguns deuses presentes na religião original daquele país:
"No início o Céu e a Terra não estavam separados, e o Yin e o Yang não estavam divididos. Os princípios masculino e feminino criaram então uma massa como um ovo, que tinha limites vagamente definidos e continha embriões. Finalmente, o ovo foi trazido à vida, e a parte mais pura e mais clara tornou-se o Céu, enquanto que a parte mais densa e pesada se tornou a Terra, que foi comparada com um peixe flutuando na superfície da água. Uma misteriosa forma de um broto de caniço transformou-se, de repente, no deus Kuni-toko-tachi, o “eterno suporte terreno das coisas majestosas”. Depois dele, seguiu-se o nascimento de outros deuses.
Izanagi e Izanami permaneceram na Ponte Flutuante do Céu e olharam para o abismo. Eles se perguntaram se haveria um país muito abaixo da grande Ponte Flutuante. Eles estavam determinados a descobrir. Para isso, eles utilizaram uma lança cravejada de jóias e descobriram o oceano. Erguendo um pouco a lança, um pouco de água pingou, coagulando e criando a ilha de Onogoro. As duas divindades desceram à ilha e decidiram se casar, apesar de serem irmãos. 
A primeira criança nasceu deformada, e os outros deuses disseram que isso se deu porque Izanami falou antes de seu marido na cerimônia de casamento. O casal realizou outra cerimônia, e Izanami deu a luz a oito lindas crianças, que se tornaram as ilhas do Japão. A deusa também gerou as montanhas, as árvores, os vales, os rios, as cachoeiras.
O casal resolveu criar alguém para ser o Senhor do Universo, e então geraram a deusa do sol Amaterasu. Ela foi conhecida como “a grande divindade que ilumina o céu”, e era tão linda que seus pais decidiram enviá-la para as Escadas do Céu para lançar para sempre seu glorioso raio de sol sobre a Terra. 
Seu próximo filho foi o deus da lua, Tsukiyomi. Seu brilho prateado não era tão belo como o resplendor dourado de sua irmã, a deusa do sol, mas ele foi considerado digno de ser seu consorte. E, em seguida, Izanagi e Izanami geraram Susanoo, “o homem impetuoso”.
Izanami também deu à luz ao deus do fogo, Kagutsuchi. O nascimento da criança a deixou doente, causando sua morte. Izanagi ajoelhou-se no chão, chorando e lamentando-se amargamente, mas seu sofrimento de nada adiantou. O deus então resolveu descer ao Reino de Yomi, o mundo inferior.
Ao encontrar Izanami, a deusa lhe disse: “Meu senhor e marido, por que tua vinda é tão tarde? Eu já comi da comida de Yomi. Irei agora descansar. Peço-te que não me olhes”. 
Movido pela curiosidade, recusou-se a cumprir o desejo de Izanami. Era escuro no Reino de Yomi, então ele secretamente pegou seu pente dentado, quebrou-lhe uma parte e o acendeu. A visão que teve foi terrível. Uma vez sua bela amada esposa, agora havia se transformado em uma criatura medonha. Oito variedades dos deuses do trovão repousavam sobre ela. O Trovão do Fogo, da Terra e da Montanha vibraram suas grandes vozes.
Revoltado, Izanagi disse: “Eu vim para uma terra horrível e poluída”. Sua esposa retrucou: “Por que não fizeste o que eu mandei? Agora estou envergonhada”. 
Izanami estava tão irritada com seu marido por ignorar o seu desejo que ela enviou as Oito Mulheres de Yomi para persegui-lo.
Izanagi desembainhou sua espada e fugiu para as regiões escuras do submundo. Enquanto corria, o deus atirou seu capacete ao chão, que imediatamente se transformou em um cacho de uvas. Quando as Mulheres de Yomi o viram, comeram as frutas. Izanami viu o que acontecera e decidiu ela mesma perseguir Izanagi.
Mas a essa altura, Izanagi já havia alcançado a Passagem de Yomi. Ali ele pôs uma pedra, mas finalmente encontrou-se cara a cara com Izanami. Izanagi declarou o divórcio, ao passo que Izanami lhe disse: “Meu querido marido, se assim o dizes, eu matarei as pessoas em um dia”. Izanagi prontamente retrucou que ele iria fazer nascer em um dia não menos do que mil e quinhentas pessoas. 
Izanagi escapou do Reino de Yomi, tendo realizado diversos rituais de purificação em seguida, dos quais diversas divindades nasceram."
Fonte: http://aoikuwan.com/2010/08/12/a-teogonia-xintoista-izanagi-e-izanami/ 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

4# Noções Fundamentais para o estudo da Linguagem

Estes são os ceitos que embasam o estudo da Linguagem:

Cultura:  É o cultivo de tradições geradas pelo meio vivente. Uma identidade social de um povo.
Linguagem: É um sistema complexo de comunicação, usado na troca de informação entre uma comunidade.
Língua: É o idioma de um povo.
Linguajar: Modo de expressão na linguagem especifico de um grupo.
Fala: Ato de comunicação via oral.
Código: Conjunto de signos.
Comunicação: Troca de informação entre indivíduos utilizando sistemas simbólicos.
Semiótica: Estuda o sistemas de signos e semiose dos fenônimos cultural da comunicação humana.
Signo: A representação de algo.
Significado: O conteúdo, o sentido de um símbolo ou signo.
Significante: A construção do signo.
Referente: A coisa referida.
Ícone: Signo que representa um outro objeto por semelhança.
Índice: Signo que indica, faz referência a algo.
Símbolo: É algo que representa uma outra coisa.
Valor: Qualidade que diferencia um signo do outro.
Texto: Conjunto de palavras que encadareadas geram um sentido.
Contexto: É um conjunto de circustâncias que fazem a mensagem do texto ser compreendida de forma correta.
Discurso: Exposição de ideias de forma metódica.